. São Paulo (SP), Brasil - 31 de Outubro de 1963.

. Praia dos Navegantes (SC), Brasil - 2 de Julho de 1974.

Nos jornais também nada foi noticiado sobre a queda de uma aeronave. Entretanto, em pouco tempo os meios de comunicação descobriram o que tinha acontecido e a notícia foi- se espalhando. Os jornais de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul foram em busca de informações e investigaram o caso com seriedade. A praia foi invadida por curiosos, fotógrafos e jornalistas, obrigando o delegado da cidade a intervir no episódio. Pra ele, as testemunhas estavam a dizer a verdade sobre o facto, pois os relatos coincidiam. A Capitania dos Portos chegou, inclusive, a investigar o caso mais profundamente, embora não tivesse publicado um parecer oficial. Os moradores da região acreditavam que o que havia caído na Praia dos Navegantes poderia ser um artefacto secreto de fabricação americana ou russa.
. Cubatão (SP), Brasil - 15 de Fevereiro de 1976.
. Cubatão (SP), Brasil - 15 de Fevereiro de 1976.


O madeireiro Gildemar Santana da Cruz, disse que estava dentro do mato quando houve o impacto: "Pensei que fosse uma grande bomba porque estremeceu tudo". Com a ajuda de dois índios da tribo, o grupo chegou ao local exacto da queda. A selva ainda ardia e já tinham se passado 17 dias! O cenário era como se uma bomba tivesse sido largada sobre o local. Cerca de 200 m da mata ainda ardia. Árvores haviam sido arrancadas pela raiz e estavam destruídas. Não havia vestigío algum de uma aeronave, meteorito ou cratera no solo. Não foi detectada radioactividade no local. O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), de Brasília, confirmou que de facto o (Centro de Resgate de Aeronaves) esteve no local após o incidente, mas não encontrou nada. A FAB divulgou que não registrou o desaparecimento de nenhum avião na área e que não estavam a investigar o caso. " Temos todas as características da queda de um meteorito, só não encontramos o próprio ou sinal de alguma coisa que tenha provocado aquilo", disse desapontado Rômulo Angélica. "Estamos achar tudo muito estranho, porque não tem cratera como devia ter. É uma coisa muito estranha...Não sabemos o que aconteceu aqui", comentou outro pesquisador, Nélio Rezende. Entretanto o que chamou a atenção dos pesquisadores, fora a destruição das árvores e o fogo, foi um cheiro desconhecido. Não era aroma de madeira queimada, pólvora ou combustível...